terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Tarrasque e Lavos


Dessa vez venho falar de um assunto que há anos me preocupa... O Tarrasque!!

O Tarrasque é a criatura mais phodástica de todos os universos.

Afinal, uma criatura que vive no interior do núcleo do planeta e que permanece dormindo o tempo que quiser tem que ser muito phoda mesmo!!

Capaz de causar pavor nos guerreiros mais experientes e de fazer borrar no manto qualquer mago que não tenha um desejo preparado no seu grimório.

Seus ataques não são mais elaborados que os de um bode, ele morde, dá chifrada, rabada e nada muito mais elaborado.
O problema não são seus ataques, de forma alguma. Apesar de possuir o tamanho de um megazord (uns 15 metros de altura e 130 toneladas) e conseguir engolir com facilidade nossos estimados amigos, o maior problema é que esta besta não morre.

E quando eu digo que ele não morre, é porque não morre mesmo!!!
Esta praga é imune a quase tudo e é resistente ao resto. Além de se regenerar de forma deveras eficiente.
Considerando que matar ele está fora de cogitação... o negócio é torcer para que ele fique com sono e volte para a sua casinha no centro da Terra.

Falando em centro da Terra... tem um vizinho dele que talvez mereça mais atenção:
Lavos!!!!

Merecedor de um dia comemorativo no ano 1999 A.D., Lavos aparece para comemorar com saraivadas de fogos de artifício sobre todo o planeta.

É uma pena que a maioria das cidades não sobreviva a essa comemoração.

Diferente do seu colega de condomínio, Lavos morre. Diversas vezes.

O bicho é tão nojento que é atemporal. Além de devorar as mentes de toda a fauna do mundo.

Mas nada que umas viagens pelo tempo não resolvam.

O tal do vazio

Sabe aquelas horas em que parece que está ventando dentro de você...
Na verdade não sei se é um comportamento normal do ser humano, ou de qualquer outro animal. Só sei que eu não inventei esta mercadoria.
O vazio é uma coisa inquietante, ele não te faz sofrer por um motivo. Na verdade, você sofre justamente porque não há nada. Não é tristeza, não é ódio, não é rancor, nem qualquer outro sentimento ruim que possa ser relevado, combatido, compreendido ou expurgado.
O vazio funciona como uma barreira. Ela te impede de sentir qualquer coisa diferente do próprio vazio expandindo e contraindo dentro de você. As vezes é como se você inteiro estivesse envolto pelo vazio... Que não faz sentido nenhum.
As reações geradas são as mais diversas, mas a moda é investir uma quantia enorme de tempo precioso nos seus vícios e costumes mais sem retorno. Já passei horas incontáveis desvendando quebra-cabeças, matando zumbis ou buscando a princesa desaparecida.
Não sei ao certo se o vazio que vai e volta, aumenta e encolhe, ou se sou eu que deixo de senti-lo, pela constância da sua existência. E o tal que de tempos em tempos se faz perceber, se agarrando aonde conseguir, atravancando tudo o que pode, pedindo que você olhe pra dentro. Mas quando você olha, não vê nada. Só o vazio.

domingo, 27 de novembro de 2011

Ode à saudade

Um dia me pediste uma flor
a flor mais simples que há
que floresce sem nenhum pudor
e se alimenta do brilho do olhar
As suas raízes são como espinhos
cravados nas profundezas da alma
extraída com alívio extremo
e entregue aos seus cuidados sem medo
para admirar com calma
e sem querer contestar
quando a mim quisestes devolver
o lugar que havia já não há
e outra opção não resta
além das raízes novamente cravar
Mas peço que não se distancie
este pedaço ainda é meu
e me enfraquece a sua ausência